Tirar o peso de dentro
A semana de parar de mandar trabalho pro seu filtro: sai o açúcar, a farinha, a fritura e o ultraprocessado; entram água, chá e comida simples de digerir.
Eu nunca fui gorda, e mesmo assim descobri o fígado tomado de gordura. A inflamação que mais assusta é a que não aparece no espelho. Com comida de verdade, chás e hábitos simples, em 30 dias o seu corpo começa a responder.
Eu nunca fui gorda. Sempre tive um biotipo mais chegado pro magro, daqueles que a gente olha no espelho e diz “tá tudo certo”. Cuidava um pouquinho da alimentação, fazia minha caminhada, e mesmo assim, no fim de semana, enfiava o pé na jaca. Até o dia em que o exame me mostrou o que o espelho escondia: esteatose hepática grau 3, gordura no fígado no grau mais avançado.
O médico me explicou que a minha gordura era visceral, interna, dessas que não aparecem nem na balança, e que se eu não cuidasse aquilo tinha um caminho. Eu saí de lá desesperada, com uma frase batendo na cabeça: agora eu vou ter que cuidar, não tem pra onde correr. Só que saí também sem ninguém me dizer o que parar de comer, na íntegra. Foi ali que eu decidi buscar o natural.
Em 2019 eu e meu esposo mudamos a alimentação de vez, e depois vieram os estudos de naturopatia, que eu fiz do meu jeito, devagar, anotando cada palavra. Coloquei tudo em prática primeiro em mim, depois na minha família. Hoje eu ensino esse mesmo caminho: simples, possível de viver na vida real, e sem nunca abandonar o seu médico.
“Eu nunca fui gorda. E mesmo assim estava inflamada por dentro.” Débora Mateus Lopes
Não é dieta da moda nem sofrimento. São três pilares que eu acredito de verdade e um mapa de 4 semanas pra colocar tudo em prática, um passo por vez. E eu prefiro te avisar logo: o resultado não é imediato, ele é duradouro.
A naturopatia não fraciona o ser humano em pedaços. Ela toma a pessoa inteira: o que você come, como dorme, como se mexe e o que carrega por dentro.
O que me faz bem pode não fazer bem a você. Por isso eu te ensino a observar o seu próprio corpo e anotar o que sente, em vez de obedecer uma lista sem pensar.
As coisas que as pessoas acham bobinhas, que “não vão fazer efeito”, são justamente as que fazem. Uma água com limão, um chá certo, um prato montado direito, dormir cedo.
A semana de parar de mandar trabalho pro seu filtro: sai o açúcar, a farinha, a fritura e o ultraprocessado; entram água, chá e comida simples de digerir.
Agora a gente coloca dentro o que ajuda a limpar: verde amargo todos os dias, mais cor no prato e o suco verde entrando na rotina. É aqui que o corpo começa a responder.
Você para de seguir o cardápio de olhos fechados e aprende a montar o prato sozinha, pela regra do prato, com o que tem na sua cozinha. É aqui que a mudança vira sua.
A última semana firma tudo como o seu jeito normal de viver, e não como um esforço de 30 dias. Porque o que se constrói devagar é justamente o que não cai depois.
No guia está a minha farmácia natural inteira, incluindo o cataplasma de argila e o escalda-pés com bicarbonato e sal grosso. Estas são as quatro que eu faço na minha casa e passo pra quem eu cuido:
Limão, cúrcuma e gengibre em água morna, em jejum. É o primeiro sinal que você manda pro corpo todo dia: hoje eu vou me cuidar.
Boldo ou dente-de-leão uma hora depois do almoço, e camomila antes de dormir. Chá tampado por 10 minutos guarda o que interessa.
O cuscuz de milho que todo mundo sabe fazer, com cenoura e abobrinha raladas dentro, tomate e coentro por cima. Sustenta a manhã inteira sem manteiga e sem queijo.
Couve, limão, gengibre e hortelã batidos e não coados, no meio da manhã. É a coisa mais barata do guia e uma das que mais ajudam.
O caminho simples e natural para aliviar o fígado, desinchar e recuperar a disposição: o que parece bobinho é justamente o que age.
Se você ficou com dúvida, quer ajustar alguma coisa pro seu caso ou só me contar como está se sentindo, me escreva. Eu vou gostar de saber, e respondo pessoalmente.
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